A Paróquia

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API

 Apoio a Perdas Irreparáveis

O API é uma rede que se propõe a dar apoio a pessoas enlutadas. É um espaço-tempo de partilha de vivências da dor da ausência e busca de meios para superação desta contingência.

As partilhas de experiências comuns podem oferecer benefícios como: sentido de pertencer a um grupo mais amplo, sensação de ajudar a si mesmo ao ajudar os outros, esperança promovida pela percepção de como outros enfrentaram a situação, reconhecimento que a espiritualidade (independente da opção religiosa) é uma base de sustentação efetiva.

A rede API (Apoio a Perdas Irreparáveis) nasceu da necessidade da troca de ideias e experiências entre pessoas que haviam perdido filhos. Com o passar do tempo, estas perdas foram ampliadas a outros entes queridos.

O API – Rede de Apoio a Perdas Irreparáveis, já conta com mais de 4500 pessoas cadastradas, com freqüência média de 50 pessoas por reunião que acontece mensalmente. Além disto, sob supervisão dos fundadores Gláucia Rezende Tavares e Eduardo Carlos Tavares, a rede se estendeu para outras cidades de Minas Gerais. Existem grupos ativos em Três Pontas (iniciado em julho de 2002), Divinópolis (abril de 2003), Luz (março de 2004) e em Santo Antônio do Monte (iniciado em agosto de 2004), Vitória (2005), Governador Valadares (2006), Salvador (2006), Betim (2009).

Este caminho começou com a morte de Camile. Muitos parariam neste ponto. Entregar-se-iam ao desespero e à dor. Fariam da vida uma eterna lamúria. Gláucia Rezende Tavares, psicóloga, escolheu a Luta, escolheu lutar. E fez mais. Escolheu levar com ela, nessa batalha, quem mais houvesse pelo caminho. Diante da necessidade de expressar seus sentimentos sobre a morte da filha de 18 anos, em um acidente de carro, decidiu criar, junto com seu marido, o médico pediatra Eduardo Carlos Tavares, um grupo de apoio àqueles que tiveram perda de algum ente querido. O primeiro encontro reuniu 12 casais formados por familiares e amigos que tinham perdido filhos. Após cinco anos e meio de sua criação, o API – Rede de Apoio a Perdas Irreparáveis, já conta com mais de 500 pessoas cadastradas, com freqüência média de 50 pessoas por reunião que acontece mensalmente. Além disto, sob supervisão dos fundadores, a rede se estendeu para outras cidades de Minas Gerais. Já existem grupos ativos em Três Pontas (iniciado em julho de 2002), Divinópolis (abril de 2003), Luz (março de 2004) e em Santo Antônio do Monte (iniciado em agosto de 2004).

API  BELVEDERE

O API Belvedere iniciou em agosto de 2003. Acontece aqui na nossa Paróquia Nossa Senhora Rainha, do bairro Belvedere, com reuniões acontecendo, nas primeiras quartas feiras de cada mês, às 20 horas.

API – Apoio a Perdas Irreparáveis. Sonoramente traz, em inglês, a idéia de para cima, para o alto e semanticamente a proposta do apicultor, de buscar o mel, a partir da amarga tarefa de reconhecer nossas perdas. A abelha (Apis Mellifera) passou a ser o símbolo do grupo: há a produção do mel e também a presença do ferrão. As abelhas são as operárias da colméia, retiram o pólem das flores, sem retirar o viço. A representação da rede aproxima-se ao trabalho de cooperação desenvolvido em uma colmeia: partilha-se a dor e busca-se transformá-la em impulso de restauração de vida. Os encontros mais se aproximam a um ateliê, em que é possível também ter alegria, do que a uma sombria usina de lamentações e queixas. A ferida emocional é real e às vezes pesada para ser levada sozinha. A construção desta rede de apoio, onde as pessoas “falam a mesma língua”, afinados pela dor, funciona como fonte de inspiração para o desenvolvimento da capacidade de continuar dizendo sim à vida, mesmo diante do golpe da perda. Ao se plantar sementes de lamentação, os frutos também serão assim, mas se se semear disposição para o enfrentamento da dor e o reconhecimento de oportunidades, a colheita será de alegria pelo cumprimento desta tarefa. A questão não é se paralisar na adversidade, mas poder ir além, transformá-la em inspiração no nosso ofício de viver, que é este constante ressemear…

O essencial para a participação das reuniões é a disponibilidade para se abrir diante de vivências comuns, nunca iguais, respeitando o direito de todos os presentes de também se manifestarem. A troca de experiências do cotidiano dessas pessoas, o expressar livremente seus sofrimentos e dores e, principalmente, o escutar esses depoimentos, traçam a linha mestra na busca de conforto, orientação e ajuda de uns aos outros. Não há restrição às pessoas enlutadas quanto à posição filosófica, política ou religiosa que escolheram adotar.

Através da condução de duas psicólogas, Dras. Maria Inês e Gláucia Tavares, os participantes compartilham suas histórias e aprofundam sua fé. O objetivo é buscar viver melhor, reconhecer o que é essencial nas nossas vidas, transformando a dor em algo positivo. As partilhas de experiências comuns podem oferecer benefícios como: sentido de pertencer a um grupo mais amplo, sensação de ajudar a si mesmo ao ajudar os outros, esperança promovida pela percepção de como outros enfrentaram a situação, reconhecimento que a espiritualidade é uma base de sustentação efetiva.

Solidariedade, compreensão e fé se fazem presentes em cada reunião. A expressão dos sentimentos ajuda a superar as transformações que a vida traz, diante da perda. Para muitos, participar das reuniões é um desafio, e é preciso coragem para receber ajuda e poder ajudar o próximo. O compartilhamento das experiências pessoais inspira e fortalece, mostra que o luto é algo que pode e deve ser socializado, funcionando quase que como um antídoto à dor.

Quando se reúne: As reuniões acontecem nas primeiras quartas-feiras de cada mês, às 20 horas.

Coordenação: Gláucia Tavares.