Zelar pelo qualificado exercício do poder: Artigo de dom Walmor Oliveira de Azevedo

Amado e amada de Deus,

Saúde e paz

Cada pessoa, no contexto de suas famílias, trabalho ou escola, no cotidiano das ruas ou nas redes digitais tem a tarefa de zelar pelo qualificado exercício do poder. Equivocadamente, acredita-se que ter poder relaciona-se a cumprir protocolos ou atuar no domínio das aparências. Também é errado achar que exercê-lo é subjugar pessoas.

Infelizmente, muitos se acham donos da razão e do mundo. Permitem-se apropriar, indevidamente, de bens que não são seus, configurando a corrupção. Acham-se no direito de atacar o outro, que é irmão, em situações que juridicamente são enquadradas nos crimes de calúnia e difamação. Percebe-se, assim, que os descompassos de poder incidem sobre o contexto social e enfraquecem a civilidade.

Urgente é corrigir essa situação retomando o autêntico e nobre sentido de poder, ensinado pelo mestre Jesus. O Filho de Deus tudo pode, é Rei, mas se fez servo. Mostrou para o mundo que o verdadeiro poder é a capacidade para servir. Todos acolham a lição de Jesus e busquem fazer a diferença na vida uns dos outros. Assim serão corrigidos os descompassos de poder.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

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