Terço Mariano: um convite para o colo da Mãe

Terço nas mãos, olhar fixo na imagem de Nossa Senhora. Por um instante os olhos se fecham e vão ao encontro da fé. Lágrimas, sorrisos e abraços encontram-se nos bancos ou próximo ao altar da Igreja. O hábito de rezar o terço permite uma conexão entre o ser humano e os mistérios de Cristo, por meio da intercessão de Maria, explica Padre Arnaldo Cézar de Carvalho, pároco solidário. “O fiel que prática a oração do terço tem mais condições de encontrar-se com o Senhor. Ele é fundamental para auxiliar no processo de experiência com Jesus e na leitura Orante da Bíblia. Além de ser democrático, você reza sozinho ou em comunidade”.

Para Suely Fátima Ferreira Silva, Maria é como se fosse o fio de um colar e Jesus possui a missão de nos unir. “Somos pérolas deste objeto de amor do Senhor”. A paroquiana é devota de Nossa Senhora e participa dos grupos Cenáculo com Maria e do Rosário todas as semanas. “Eu tive a graça de nascer em uma família católica e sempre nutri a fé como minha guia. Há três anos, tive esse encontro com Mãe, por meio da consagração. Falar de Maria, é dizer o que Ela representa na minha vida. Isso é algo que me emociona”, relembrou.

A professora Cláudia Fernanda Sarsur Soares, conta que sua relação de amor com Maria começou desde o seu nascimento. “Minha mãe me entregou para Nossa Senhora como sua filha e pediu para Ela zelar por mim: ‘Olha Mãe, a Claudia e Fabiola não são minhas filhas, são suas”. Então tudo o que fazíamos, ela falava: pede a Mãe que o Filho atende’. E percebo que desde menina tenho essa ligação forte com Ela”.

Cláudia Sarsur e Suely Ferreira devotas de Maria

O amor e reconhecimento a Maria ao longo da história da humanidade teve início desde as primeiras comunidades, explicou padre Arnaldo. Esse sentimento por Nossa Senhora vem desde o anúncio do anjo Gabriel, mas é em Pentecostes, quando Ela está junto aos apóstolos, que se chancela de fato o amor deles por Ela. Também temos a demonstração desse respeito, no momento em que Jesus está no alto da cruz e diz: ‘Mulher, eis aí o teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí a tua Mãe’ (Jo.19, 26-27). Neste momento, Maria torna-se Mãe da humanidade inteira”. A paroquiana Mariângela Marinho Fleury Curado Oliveira também participa do Cenáculo e descreve sua devoção por Nossa Senhora como um chamado. Em agosto de 2016, ela havia sonhado com a avó falecida e resolveu ir até à Igreja para rezar. Quando chegou teve a surpresa de ser o dia da Festa de Nossa Senhora Rainha. “Eu disse: a Senhora quer que eu fique aqui, não é?  Acredito que Maria deseja que sigamos e amemos seu filho Jesus e que façamos tudo o que Ele nos pedir. É minha Mãe do céu que me cuida, que me acolhe que me dá colo”, relembrou emocionada.

Sueli acredita que esses momentos permitem o crescimento da intimidade com Maria e também do testemunho de cada fiel. “Guardar as coisas no coração e a confiança em Deus. É o que peço a ela todos os dias”. Laços de amizade também são criados entre uma reza e outra. Cláudia e Suely alimentam sua devoção e dividem o afeto uma pela outra: “Maria une as contas do terço, aqui em oração também fiz amigos. Sinto que ela coloca as pessoas em nossos caminhos.

Veja também