Sexta Santa – O bom pai é aquele que gera crescimento

Atualmente, não anda nada fácil ser pai, especialmente de filhos adolescentes, de filhos jovens; e também não anda nada fácil ser um bom filho, num tempo em que os vínculos estão frágeis, em que as referências estão muito inconsistentes, em que o mundo lá fora está muito contraditório. Diante desse cenário, a psicóloga Patrícia Ragone resolveu escolher para a Sexta Santa que a Paróquia Nossa Senhora Rainha promoveu esta noite, dia 22 de setembro, o tema “Pais e filhos”. O louvor foi da cantora Nandah, acompanhada por Jairo Lopes no teclado.

Patrícia Ragone iniciou a sua palestra pedindo aos participantes que refletissem sobre o que significa ser pai, o que significa ser filho e como construir esse laço de tal forma que ele suporte todos os desafios. “O que nós defendemos é que o bom pai é aquele que gera crescimento. O fato é que ser pai é uma grande graça e ninguém prometeu que seria fácil. Até porque as coisas fáceis não têm valor. E sem Deus, sem iluminação Divina, é quase impossível ”.

A psicóloga lembrou que essa missão difícil se torna mais possível e agradável quando desenvolvemos em nós e cuidemos de desenvolver e de cultivar em nossos filhos o dom da fé, fazendo com que nos lembremos sempre que nós não estamos sós. Ela disse que, na relação pais e filhos, devem ser observados três princípios: o do vínculo (a família aceita diferenças, mas não aceita a divisão, a negação do vínculo de pertencimento); o da hierarquia (não se trata de formalidade, mas de respeito); e o do equilíbrio (todos são importantes dentro desse sistema).

Patrícia ressaltou que os pais devem ensinar aos filhos que não existe a satisfação plena, que ela é apenas um mito. “É melhor que eles descubram isso por meio dos pais e não por meio do mundo. É preciso saber dar o ‘sim’ e dar o ‘não’. Muitas vezes, quando um filho pede um presente, não significa exatamente que ele quer a qualquer custo aquele presente e sim que os pais prestem atenção no pedido dele”. A psicóloga finalizou sua palestra lembrando que “se erramos, se caímos, reavaliemos, aprendamos e pratiquemos a misericórdia na família”.

Veja também