Sábado Santo – A grande mensagem é “Jesus ressuscitou”

As celebrações do sábado Santo na Paróquia Nossa Senhora Rainha tiveram início na parte da manhã, com a celebração da Hora Média e meditação “O silencio do sábado Santo”, às 10h; sendo seguida pela Celebração Penitencial, às 11h, ambas presididas pelo vigário paroquial, Pe. Arnaldo Cézar. À noite, às 19h, o pároco, Pe. Alexandre Fernandes, presidiu a Solene Vigília Pascal, que foi concelebrada pelo Pe. Arnaldo Cézar, Pe. Luciano Guimarães e o Diácono Paulo Taitson. O cantor Renan Carvalho cantou os salmos e conduziu os louvores, acompanhado por integrantes de vários ministérios de música da NSRainha.

Na celebração da Hora Média, Pe. Arnaldo Cézar meditou sobre os salmos cantados (Salmos 26, 29, 75 e 79), lembrando que “Deus é quem pode dar a vida, Deus é quem pode resgatar-nos da morte e pode livrar-nos de todo o mal. E Ele nunca nos abandona”. O sacerdote lembrou que na Hora Média estamos num momento crucial, num momento de luto, no qual o Senhor desceu à sepultura. “Estamos entre a Sexta-feira da Paixão e a Ressurreição, entre a treva da morte e a Luz da Ressurreição. É por nós que Ele morreu e, na morte de Jesus, Ele vence a própria morte”.

O vigário paroquial iniciou a Celebração Penitencial lembrando que ela não tira do católico a obrigação de buscar a confissão individual. Ele ressaltou que a Celebração nos coloca diante de Deus e de nós mesmos, num exame de consciência, para buscarmos a misericórdia de Deus. “É diante de você é que você fala com Deus”. O sacerdote também lembrou que a confissão não é “mágica” e ela não tira de nós o que nós somos. “Muito pelo contrário, ela nos devolve a nós mesmos. Quanto mais coragem tivermos para fazer a confissão, mais livres em Cristo nós seremos para amar, perdoar e compreender que o outro não é como eu quero”.

Na Solene Vigília Pascal, à noite, com a igreja lotada, Pe. Alexandre lembrou aos participantes que eles estavam sendo portadores de uma grande mensagem: “Jesus ressuscitou”. O sacerdote disse que a Sagrada Escritura e a Igreja nós dá alguns elementos, alguns símbolos, para que possamos adentrar e mergulhar um pouco no mistério da Redenção: o fogo, a água e a entoação do cântico do Aleluia. “O fogo é a luz, Deus é luz que ilumina os nossos passos, lâmpada para a nossa vida; e somente do Cristo é capaz de vir a luz para a nossa vida”.

Sobre a água, o pároco lembrou de duas passagens na Sagrada Escritura que usam o símbolo da água: “o homem teve de atravessar o mar para alcançar a Terra Prometida” e “foi na beira de um poço que Jesus se encontrou com uma mulher samaritana e lhe fez a promessa: ‘quem beber dessa água que sou eu, nele jorrará a fonte de água para a vida eterna’”. Dentro do simbolismo da água, Pe. Alexandre também citou a realidade do nosso Batismo, lembrando que esse batismo é algo presente na nossa vida. “Por isso, devemos dizer: eu sou batizado em vez de eu fui batizado”.

O pároco também falou sobre a importância de entoarmos novamente o Cântico do Aleluia na noite da Vigília Pascal. “Durante quarenta dias, nós silenciamos o Cântico do Aleluia, que tem um significado muito profundo, pois Cristo reina pela vitória do cântico novo que é proferido”. Pe. Alexandre encerrou dizendo que a grande mensagem que devemos passar é que “Jesus venceu aquilo que um dia nos feriu, venceu a morte e, ao se levantar da morte, Ele nos trouxe uma vida nova, que vem a partir do momento em que buscamos a conversão”.

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