Pastoral Social – Saldo de 2016 é positivo no serviço a Deus e ao próximo

A Pastoral Social da Paróquia Nossa Senhora Rainha cuida e apoia diversos projetos sociais em Belo Horizonte e arredores, que têm contribuído para transformar a vida de crianças, jovens de adultos, sempre com o objetivo de estimular a prática do Evangelho, promover o resgate da cidadania e da vida e desenvolver ou apoiar iniciativas que visem a promoção humana e a inclusão social. Para falar um pouco sobre esses projetos, conversamos com a coordenadora da Pastoral Social, Cláudia Chiari.

Qual análise você faz da atuação da Pastoral Social da Nossa Senhora Rainha em 2016?
Cláudia Chiari – Somos muito gratos a Deus por termos chegado ao final de 2016 com um saldo positivo a despeito das dificuldades impostas pelo cenário político e econômico em que vivemos. Dezoito projetos cumpriram seus objetivos, oferecendo oportunidade de inclusão social por meio da aprendizagem, da capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho. Mais do que nunca, 2016 foi um ano em que o apoio efetivo da paróquia viabilizou os projetos com maior demanda de recursos.

Equipe da Pastoral Social que atua no projeto de Acompanhamento Escolar na Escola Estadual Dona Augusta Gonçalves Nogueira, no Aglomerado Santa Lúcia

Equipe da Pastoral Social que atua no projeto de Acompanhamento Escolar na Escola Estadual Dona Augusta Gonçalves Nogueira, no Aglomerado Santa Lúcia

O trabalho dos voluntários é fundamental para que a Pastoral Social consiga desenvolver seus projetos. Num mundo em que as pessoas cada vez reclamam mais da “falta de tempo”, você acha que as pessoas estão menos disponíveis para doarem uma parte do seu tempo para ajudar o próximo?
Cláudia Chiari – O trabalho dos voluntários é fundamental e imprescindível para o desenvolvimento dos projetos sociais, mas são muitos os que manifestam desejo de servir, dão os primeiros passos, mas não perseveram. E apesar do desejo interior ser real, muitas vezes o momento de vida não permite a continuidade. Vivemos uma época em que as semanas, os meses e os anos passam numa velocidade incrível, potencializando a sensação da “falta de tempo” para esta ou aquela atividade. Quanto ao exercício do voluntariado acredito muito na clareza e força deste questionamento: O que me move? Creio que quando a fé, a misericórdia ou o desejo de diminuir abismos sociais vem como resposta quase sempre o bem (dito) tempo acontece no interior das pessoas, gerando voluntários conscientes e comprometidos que colocam o serviço ao outro como prioridade.

Pe. Alexandre (ao centro) visita a Casa de Maria, que fornece alimentação para pessoas carentes no Aglomerado da Serra com o apoio da Pastoral Social

Pe. Alexandre (ao centro) visita a Casa de Maria, que fornece alimentação para pessoas carentes no Aglomerado da Serra com o apoio da Pastoral Social

Geralmente, em épocas de crise econômica como a que estamos vivendo no Brasil, uma Pastoral Social assume um papel ainda mais importante na missão de ajudar as pessoas carentes. No trabalho de vocês, no contato com as pessoas, isso fica evidente?
Cláudia Chiari – As consequências da crise econômica atingem drasticamente as famílias das comunidades carentes onde a pastoral atua. Seja pelo desemprego, pelo fato de viverem em moradias inseguras e sujeitas às intempéries, pela precariedade do sistema de saúde, pelo aumento da violência ligada ao tráfico, etc. Tudo isto contribui para o aumento das demandas e continuamente chegam até a pastoral pedidos pontuais de apoio que vão muito além dos objetivos traçados para nossos projetos.

Dar o peixe ou ensinar a pescar? A resposta depende do estado em que se encontra a pessoa carente? Dentro dessa questão, como você analisa o objetivo da Pastoral Social de apoiar iniciativas que visem a promoção humana e a inclusão social?
Cláudia Chiari – A maioria dos projetos da Pastoral Social cumpre com seu objetivo de promoção humana e inclusão social por meio da educação, formação e capacitação profissional. Há também projetos que promovem a autoestima e o bem-estar dos menos favorecidos, como é o caso da Oficina Artesanal das Idosas do Aglomerado Santa Lúcia e do Lar da Vovó. Existem realidades em que é preciso “dar o peixe” por se tratar de pessoas que já não se encontram em condições de “aprender a pescar”, às vezes pela idade ou por outras limitações, como é o caso dos acamados do projeto Thalita Kum assistidos pela Pastoral Social. Mensalmente doamos mais de 4.000 fraldas para este projeto que assiste 45 beneficiados. A Casa de Maria no Aglomerado da Serra também se encaixa nesta modalidade de apoio recebendo constantemente alimentos de nossa paróquia.

Cláudia Chiari (de blusa preta à direita) participa da formatura do curso de massoterapia para moradores dos Aglomerados da Serra e Santa Lúcia

Cláudia Chiari (de blusa preta à direita) participa da formatura do curso de massoterapia para moradores dos Aglomerados da Serra e Santa Lúcia

Atualmente, um dos grandes obstáculos para se conseguir um emprego é a falta de formação e qualificação profissional. Você poderia falar um pouco sobre os projetos da Pastoral Social que visam essa capacitação das pessoas carentes?
Cláudia Chiari – São vários os projetos da pastoral que visam formação, capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho. Entre eles, o Curso de Capacitação para Cuidadores de Idosos, Curso de Massoterapia, Curso de Inglês, Curso de Informática e Ensino à Distância, Projeto Sol Maior (iniciação musical para crianças carentes) e o Projeto Sou do Bem desenvolvido dentro da Apac Nova Lima.

A Pastoral Social apoia o coral do Projeto de Formação de Orquestra Jovem e Coral Infantojuvenil do TJMG, formado por 30 crianças e adolescentes do Aglomerado Santa Lúcia

A Pastoral Social apoia o coral do Projeto de Formação de Orquestra Jovem e Coral Infantojuvenil do TJMG, formado por 30 crianças e adolescentes do Aglomerado Santa Lúcia

Quais são as perspectivas da Pastoral Social para 2017? Algum projeto novo?
Cláudia Chiari – Para o ano de 2017, desejamos dar continuidade aos projetos existentes e buscar consolidação dos criados mais recentemente, como a Assistência Jurídica e Mediação de Conflitos implantados no Olhos D’Água. Manter abastecidos os Bazares do Aglomerado Santa Lúcia e Olhos D’água e permanecer com o apoio e parceria junto às instituições que acolhem idosos e crianças doentes. Além disso, dar atenção especial aos três projetos de educação infantil com foco em crianças que vivem em situação de risco, o De Olho no Futuro, Acompanhamento Escolar e Curso de Inglês. Esperamos realizar tudo isto com as bênçãos de Deus e a proteção de Nossa Senhora Rainha!

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