O Sacramento da Reconciliação

Segundo o Decreto do Ritual da Penitência, “Nosso Senhor Jesus Cristo realizou, pelo mistério de sua morte e ressurreição, a reconciliação entre Deus e os homens” (cf. Rm 5,10). Mas Jesus quis que tal realização fosse estendida aos apóstolos (2Cor 5,18ss), a fim de que tal graça chegasse ao coração de todo homem.

Reconciliar-se com Deus é tarefa espiritual importante para dar ao pecador nova possibilidade de viver a “caridade primitiva” (cf. Ap 2,4), isto é, retomar a prática do bem e do amor.

Para o bom êxito espiritual da reconciliação com o Pai, fora instituído o sacramento da penitência-misericórdia (cf. Jo 20, 21-23) para que os pecados cometidos após o batismo pudessem ser perdoados e o fiel recobrar os laços de amizade para com Deus.

Verifica-se, pois, como a igreja mantém-se firme no dedicado apostolado, cuja pregação ensina ao fiel o valor incomensurável de se confessar ao menos uma vez a cada ano. O fiel que busca sinceramente reconciliar-se com o Pai celeste, aprende na escola do amor de Jesus, a ser uma pessoa de bom testemunho tanto na vida eclesial comunitária quanto na vida cidadã.

Enfim, reconciliar-se com o Pai significa para além do cumprimento de necessidade de consciência moral em buscar a confissão, uma mudança de vida; significa um engajamento condigno com a condição de filho de Deus.

 

Padre Arnaldo Cézar de Carvalho

Pároco Solidário

 

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