Experimentar o infinito amor de Deus por nós

Um momento especial de oração, louvor e reflexão, no qual os fiéis se reuniram e foram convidados a contemplar e experimentar, nesta devoção, o infinito amor de Deus por nós. Assim foi a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus que a Paróquia Nossa Senhora Rainha promoveu ontem, dia 8 de junho. A programação incluiu Oração do Ângelus e do Terço do Sagrado Coração de Jesus, Hora Santa, Santa Missa, Coroação e Processão Luminosa, conduzidas e presididas pelo pároco, Pe. Alexandre Fernandes. Momentos emocionantes de louvor foram conduzidos pela cantora Denise Gomes, pelos cantores Vitor Monnerat, Daniel Kissen e José Velloso e pelos músicos Maurício Lafourcade (teclados), Enos Araújo (violão e voz) e Greici Silva (violino).

Celebrada na primeira sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi, a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus foi instituída em 1856 pelo Papa Pio IX, duzentos anos após as aparições de Jesus à Santa Margarida Maria Alacoque. A devoção ao Coração de Jesus, como é conhecida hoje, é expressão de Santa Margarida, uma monja do Mosteiro da Visitação, na França, que teve experiências místicas entre os anos de 1673 e 1675. Jesus lhe apareceu três vezes e, em uma das ocasiões disse: “Vede Margarida, o coração que tanto amou o mundo e que recebe tanto desprezo”.
A monja se encarregou de divulgar os desejos do Coração de Jesus. E com a ajuda de seu diretor espiritual, que hoje é santo, São Cláudio de la Colombiere, pôde discernir as aparições e as mensagens que recebeu de Jesus. A devoção ao Sagrado Coração, de um modo visível, aparece em dois acontecimentos fortes do Evangelho: no gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a Última Ceia (cf. Jo 13,23); e, na cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34).

Em sua homilia, Pe. Alexandre lembrou o apelo de Jesus feito, em 1675, a Santa Margarida Maria Alacoque: “Eis este coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios e indiferenças. Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu coração, comungando, neste dia, e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. Prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino amor sobre os que tributem essa divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada.”

O pároco explicou aos fiéis que Jesus tem a natureza divina, mas Ele tem tudo da natureza humana. “Quando essa pessoa divina que é Jesus assume a encarnação, torna-se homem, faz-se presente na humanidade, este Coração de Jesus sofre porque o homem se afasta de Deus. Ele sofre por causa do pecado da humanidade. Por isso, o sofrimento de Jesus é um sofrimento de paixão por nós”. Pe. Alexandre lembrou que, por isso, essa festa é uma festa que nos liga diretamente à misericórdia de Deus no seu filho Jesus. “E a reparação é por aquilo que o pecado da humanidade, aquilo que o nosso pecado fez àquele coração, fez à Jesus”.

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