Artigo – “Saúde e vida”

Prof. Antônio de Oliveira
antonioliveira2011@live.com

Seres humanos adoecem, animais adoecem, plantas adoecem. Adoecem porque são seres vivos. O verbete “saúde” não faz sentido abstraído do verbete “vida”. Pertencem ao mesmo grupo semântico. Vida biológica supõe um mínimo de saúde. Saúde é condição de vida. Enquanto todas as funções não são mortalmente atingidas, ainda existe vida natural. Qualquer sintoma mórbido pode ser definido, de modo geral, como ausência, privação ou alteração de um estado de saúde considerado normal. Chamem-no de moléstia ou enfermidade, o mal físico não seria, então, uma entidade, mas uma ausência de um bem, a saúde, um desiderato universal. A doença não é um mal senão para os seres vivos. Ao reino mineral não compete o viver, mas apenas o existir, de acordo com a sua natureza.

O conceito de saúde é tão rico e saudável que se presta a analogias. Em rigor, são, ou sadio, se diz própria e principalmente do corpo. Por analogia de atribuição, em virtude de relações, aplica-se igualmente ao alimento e ao clima (saudável), que proporcionam a saúde do corpo, bem como à aparência (também saudável), que normalmente é uma expressão de saúde. Os produtos Sadia provavelmente têm esse nome por analogia com a saúde do corpo. Os produtos, em si, não são a saúde, mas, saudáveis, contribuem para a saúde. O adjetivo salutar significa edificante, moralizador, construtivo, por exemplo, medida salutar.

Por analogia, saúde está para o corpo assim como a “salvação” está para a saúde da alma e da mente: um corpo “são” em uma mente sadia. A palavra “salus”, em latim, pode significar saúde, salvação, saudação. Hoje em dia até os economistas se apropriam dessa possibilidade de analogia quando dizem, por exemplo, que as empresas devem gozar de saúde organizacional e de saúde financeira. Sem as finanças em dia, também todo o nosso corpo físico padece. Aliás, não apenas o corpo físico de cada pessoa, também o corpo social, que hoje padece sobretudo de violência.

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