Arquidiocese de BH: Missa de Sétimo Dia pelos mortos da tragédia em Brumadinho

A Igreja São Sebastião, Matriz de Brumadinho, foi pequena para receber tantos fiéis. Corações em luto, unidos na dor e na fé, rezaram pelos parentes e amigos que morreram na tragédia da barragem que se rompeu. A Missa de Sétimo Dia com preces dedicadas às vítimas foi marcada por muita emoção. Presidida pelo arcebispo dom Walmor, concelebrada por muitos padres e diáconos, a Celebração Eucarística foi além do ambiente da Igreja. Reuniu fiéis nas escadarias do templo, nas ruas da cidade, em muitas Igrejas da Capital e de sua Região Metropolitana, que também tiveram Missas dedicadas às vítimas.

Na procissão de entrada, dom Vicente Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, referencial para o Vale do Paraopeba, e padre Renê Lopes, pároco da Paróquia São Sebastião, de Brumadinho, não continham a emoção. Incansáveis na acolhida aos que sofrem as dores da perda, desde sexta-feira, dia e noite, choraram com os que sofrem.

Durante a homilia, o arcebispo dom Walmor transmitiu aos fiéis a bênção apostólica do Papa Francisco, enviada pelo Secretário de Estado do Vaticano, cardeal dom Pietro Parolin. Partilhou também mensagem de solidariedade do Núncio Apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello, que planeja visitar Brumadinho.

Dom Walmor sublinhou que a fé não deixa morrer a esperança. Por isso, com o objetivo de fortalecer ainda mais o anúncio do Evangelho e a acolhida aos que sofrem, no Vale do Paraopeba, fez importante anúncio: a criação do Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora do Rosário, em Brumadinho. “Juntos, com segmentos da sociedade, devemos caminhar no horizonte de Deus – bem, justiça e verdade. Minas Gerais não pode ser a mesma, o Brasil também precisa mudar. Em Minas Gerais, a legislação minerária não poderá ficar como está, ou teremos novas catástrofes”.

Após a homilia, o nome de cada pessoa que morreu na tragédia da mineração em Brumadinho foi relembrado por dom Vicente e padre Renê. No ofertório, um carrinho de mão, cheio de lama, simbolizou a devastação que pôs fim a vidas e feriu gravemente o meio ambiente.

Ao final da Missa, com a Igreja escura, fiéis acenderam velas. Cada ponto luminoso homenageou as pessoas que morreram na tragédia, deixando Brumadinho, Minas e o Brasil de luto.

*Divulgação: Arquidiocese de BH

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